segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Os melhores filmes de 2017

Meus 15 filmes favoritos de dois mil e dezessete:

15. John Wick: Um Novo Dia para Matar
(John Wick: Chapter 2, EUA/Hong Kong, 2017. De Chad Stahelski) ★★★½
14. Kong: A Ilha da Caveira
(Kong: Skull Island, EUA/China/Austrália/Canadá, 2017. De Jordan Vogt-Roberts.) ★★★½

13. A Qualquer Custo
(Hell or High Water, EUA, 2016. De David Mackenzie) ★★★★

12. Em Ritmo de Fuga
(Baby Driver, EUA/Reino Unido, 2017. De Edgar Wright) ★★★★

11. Guardiões da Galáxia: Volume 2
(Guardians of The Galaxy Vol.2, EUA/Nova Zelândia/Canadá, 2017. De James Gunn) ★★★★

10. Mãe!
(Mother!, EUA, 2017. De Darren Aronofsky) ★★★★

9. Como Nossos Pais
(idem, Brasil, 2017. De Laís Bodanzky) ★★★★

8. Bingo: O Rei das Manhãs
(idem, Brasil, 2017. De Daniel Rezende) ★★★★

7. Assassinato no Expresso Oriente
(Murder on the Orient Express, EUA/Reino Unido/Malta, 2017. De Kenneth Branagh) ★★★★

6. Baseado em Fatos Reais
(D’après une histoire vraie, França/Bélgica/Polônia, 2017. De Roman Polanski) ★★★★

5. Armas na Mesa
(Miss Sloane, EUA/França, 2016. De John Madden) ★★★★

4. Logan
(idem, EUA/Canadá/Austrália, 2017. De James Mangold) ★★★★½

3. A Vilã
(Ak-Nyeo, Coreia do Sul, 2017. De Byung-gil Yung) ★★★★½

2. O Formidável
(Le Redoutable, Itália/França/Mianmar, 2017. De Michel Hazanavicius) ★★★★½
















1. La La Land – Cantando Estações
(La La Land, EUA/Hong Kong, 2016. De Damien Chazelle) ★★★★★


Outras recomendações válidas: “Planeta dos Macacos: A Guerra”, de Matt Reeves; “Terra Selvagem”, de Taylor Sheridan; “Até o Último Homem”, de Mel Gibson; “Ao Cair da Noite”, de Trey Edward Schults; “Atrás há Relâmpagos”, de Julio Hernández Cordón.


Que este recém-iniciado 2018 seja afortunado com grandes filmes.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Leonie's de Ouro - 3ª Edição - Favoritos de 2017


A mais prestigiada, elaborada e modesta premiação da blogosfera cinéfila brasileira
está de volta para sua terceira edição, graças a um ainda mais surpreendente surto de continuidade de seu realizador.
Sejam bem-vindos ao
3º Leonie’s de Ouro – Premiando meus favoritos do cinema em 2017


(listados por ordem óbvia de preferência, enaltecendo os vencedores)

Melhor ator principal:
1. Louis Garrel, como Jean-Luc Godard, em O Formidável 
2. Hugh Jackman, como Logan, em Logan
3. Vladmir Brichta, como Augusto Mendes (Bingo), em Bingo - O Rei das Manhãs
4. Ryan Gosling, como Sebastian, em La La Land
5. Kenneth Branagh, como Hercule Poirot, em Assassinato no Expresso Oriente

Melhor atriz principal:
1. Jessica Chastain (s2), como Miss Sloane, em Armas na Mesa
2. Maria Ribeiro, como Rosa, em Como Nossos Pais
3. Ok-bin Kim, como Sook-hee, em A Vilã
4. Emma Stone, como Mia, em La La Land
5. Dafne Keen, como Laura, em Logan

Melhor ator coadjuvante:
1. Jorge Mautner, como Homero, em Como Nossos Pais
2. Bryan Cranston, como Sal, em A Melhor Escolha
3. Ben Foster, como Tanner Howard, em A Qualquer Custo
4. Mark Strong, como Rodolfo Schmidt, em Armas na Mesa
5. Hugo Weaving, como Tom Doss, em Até o Último Homem

Melhor atriz coadjuvante:
1. Clarisse Abujamra, como Clarice, em Como Nossos Pais
2. Michelle Pfeiffer, como Mulher, em mãe!
3. Eva Green, como Elle, em Baseado em Fatos Reais
4. Riley Keough, como Kim, em Ao Cair da Noite
5. Elizabeth Olsen, como Jane Banner, em Terra Selvagem

Prêmio família Corleone - Melhor elenco:
1. A Melhor Escolha 
(Steve Carell, Bryan Cranston, Laurence Fishburne,
J.Quinton Johnson, Yul Vasquez)
2. Assassinato no Expresso Oriente 
(Kenneth Branagh, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Josh Gad,
Johnny Depp, Leslie Odom Jr., Tom Bateman, Penélope Cruz,
Judi Dench, Willem Dafoe)
3. Como Nossos Pais
 (Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Jorge Mautner, Felipe Rocha,
Herson Capri, Cazé Peçanha, Paulo Vilhena)
4. Armas na Mesa 
(Jessica Chastain, Mark Strong, Alison Pill, Michael Stuhlbarg,
John Lithgow, Gugu Mbatha-Raw, Sam Waterson)
5. Ao Cair da Noite 
(Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo,
Riley Keough, Kelvin Harrison Jr.)

 
Prêmio Brian De Palma - Melhor direção:
1. Michel Hazanavicius, por O Formidável
2. Byong-gil Jeong, por A Vilã
3. Damien Chazelle, por La La Land
4. Chad Stahelski, por John Wick: Um Novo Dia para Matar
5. Edgar Wright, por Em Ritmo de Fuga

Prêmio Alexander Payne - Melhor roteiro original:
1. La La Land, escrito por Damien Chazelle
2. Armas na Mesa, escrito por Jonathan Perera
3. Como Nossos Pais, escrito por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
4. Em Ritmo de Fuga, escrito por Edgar Wright
5. Terra Selvagem, escrito por Taylor Sheridan 

Melhor roteiro adaptado:
1. Baseado em Fatos Reais, escrito por Olivier Assayas e Roman Polanski
(com base no romance de Delphine de Vigan)
2. Assassinato no Expresso Oriente, escrito por Michael Green
(com base no romance de Agatha Christie)
3. Logan, escrito por James Mangold, Michael Green e Scott Frank
(com base na HQ de Mark Millar e Steven McNiven)
4. A Melhor Escolha, escrito por Richard Linklater e Darryl Ponicsan
(com base no livro de Darryl Ponicsan)

Prêmio Haley Joel Osment - Merece passar a ser acompanhado:
Amiah Miller, a doce Nova de Planeta dos Macacos: A Guerra
e A carreira na direção de John Krasinski, estreante no sensível Família Hollar

Prêmio Macaulay Culkin - É mais saudável não passar a acompanhar:
Qualquer uma das crianças galhofas de It: A Coisa

Prêmio Nicolas Cage - Bons atores produzindo esterco com o script:
Kate Winslet, em Depois Daquela Montanha e
Juliano Cazarré, em Real: O Plano por Trás da História 


Prêmio McConaughey - Retomada de carreira:
Michelle Pfeiffer, por duas poderosas interpretações coadjuvantes,
em Assassinato no Expresso Oriente e em mãe!


Prêmio Estação de Trem em Os Intocáveis - Melhor montagem:
1. A Vilã
2. O Formidável
3. John Wick: Um Novo Dia para Matar
4. O Muro
5. Bingo - O Rei das Manhãs

Melhor fotografia:
1. Ben Richardson, por Terra Selvagem
2. Larry Fong, por Kong: A Ilha da Caveira
3. Haris Zambarloukos, por Assassinato no Expresso Oriente
4. Jung-hun Park, por A Vilã
5. Giles Nuttgens, por A Qualquer Custo

Melhor trilha sonora - considerando música incidental ou exterior:
1. La La Land
2. Em Ritmo de Fuga
3. Kong: A Ilha da Caveira
4. Amores Canibais
5. Empate: Atrás há Relâmpagos e O Filme da Minha Vida

Melhores efeitos visuais:
1. Planeta dos Macacos: A Guerra
2. Até o Último Homem
3. Okja
4. Kong: A Ilha da Caveira
5. Guardiões da Galáxia - Volume 2 

Prêmio Cosmo Kramer - Figura mais hilária do cinema no ano:
O Dusan Mirkovic de Christoph Waltz, em Pequena Grande Vida


Prêmio Happy Madison - Piores filmes do ano:
Assassin's Creed,
Siga Pela 10 (produção original Netflix)
e It: A Coisa



Prêmio Film Français - Filmes mais superestimados do ano:
1. Moonlight
2. Fragmentado
3. Corra!


 
Prêmio Shakespeare - Muito barulho por nada:
Real: O Plano por Trás da História e It: A Coisa


Prêmio James Doakes - Surprise motherfucker! -
Surpresas (ou subestimados ou esquecidos) do ano:
O mais intrigante e relevante entre os "ignorados pelas premiações",
Armas na Mesa,

e o "Darín do ano", Neve Negra


Prêmio Eduardo Coutinho - O poder do documentário:
Jim&Andy: The Great Beyond, de Chris Smith,
Cuidado com o Slenderman, de Irene Taylor Brodsky,
e O Muro, de Lula Buarque de Hollanda



Prêmio Heisenberg - Melhores séries do ano:
A terceira temporada de Fargo (FX),
e a primeira temporada de Mindhunter (Netflix)



Prêmio Yippee ki-yay! - Diálogo ou frase mais marcante do ano:
"I believe it takes a fracture of the soul 
to murder  another human being.",
proferida pelo detetive Hercule Poirot, em Assassinato no Expresso Oriente



Prêmio fiction crush do ano - autoexplicativo e possivelmente revelador:

A Anne Wiazemsky 
de Stacy Martin 
em O Formidável

Até 2019!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira


Há algo de maravilhoso no cinema de monstros. Eu sempre achei absolutamente encantadoras e envolventes narrativas nas quais criaturas violentas surgem - misteriosamente, na maioria das vezes - e, impondo a soberania de sua natureza, colocam em risco a continuidade da existência humana, obrigando um grupo de pessoas a aventurarem-se na tentativa de detê-las. "Tubarão" e "Jurassic Park", de Steven Spielberg, "O Enigma de Outro Mundo", de John Carpenter, ou as múltiplas adaptações de "Godzilla": contos que, por diferentes abordagens, nos agarram intensamente.

Esta foi uma das raras vertentes da produção cinematográfica que cresceram qualitativamente com a modernização produtiva artística; o engrandecimento técnico destas produções favorece-as enquanto espetáculos do audiovisual - mesmo que objetivando exclusivamente o entretenimento. E a missão do entretenimento não concebe necessariamente obras estúpidas, afinal – conforme Kong: A Ilha da Caveira comprova. O texto de Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly demonstra agilidade e esperteza ao arquitetar uma personagem para a representação metafórica do antagonismo histórico oriundo da presunçosa e excessiva crença humana em nosso próprio progresso técnico-industrial; também comprova originalidade quando oferece raro espaço à figura de uma fotojornalista na narrativa, reconhecendo a inestimável importância do ofício na retratação e significação da realidade que nos encara. Há, claro, deslizes, a exemplo do apressado e artificial desenvolvimento da aproximação – inicialmente conflituosa, previsivelmente – entre Mason (Brie Larson) e James (Tom Hiddleston), ou de uma perceptível indecisão quanto ao caminho a ser seguido com determinadas personagens – San (Tian Jing) e Mills (Jason Mitchell) ainda estão trocando diálogos justificativos iniciais de suas presenças na trama, passado o primeiro ato da produção.

Nada que empalideça, contudo, a fotografia calorosamente saturada de Larry Fong, emulando a atmosfera setentista-bélica de “Apocalypse Now” com o acréscimo de fundamentais doses prioritárias de descontração. A mixagem entre o temor e a diversão aventureira é precisamente calculada, conforme demonstram as inevitáveis reações chocadas às aparições mortais das criaturas do submundo soterrado; do susto à vibração sob a lógica, aqui eficientemente empregada, da exposição. Kong: A Ilha da Caveira é supremamente divertido.

Kong: Skull Island, EUA, 2017. De Jordan Vogt-Roberts. ★★★½